Reflexões e Informes

Link para a Tese “Frantz Fanon e os fanonismos no Brasil”  – Deivison Faustino (Nkosi) (2015)

Resenha do livro What Fanon said, de Lewis Gordon (2016)

A Série é o ópio do povo (2016)

VICH, FODEU! A ESQUERDA ESTÁ EM CRISE!!! Mas a foda ainda é o melhor maneira de alcançar o orgasmo (2016)

Nonagésimo aniversário de Fanon – seleção de textos de e sobre Fanon (2015)

Je suis… hypocrite et sélective (2015)

Sobre Cláudias e Adelaides: se “uma piada é só uma piada” porque não rimos do tombo da própria mãe? (2014)

Pan-africanismo, marxismo e as encruzilhadas nossas de cada dia (2014)

Apoio à Campanha Reaja ou será morto, Reaja ou será morta: por que marcharemos no dia 22 de agosto? (2013)

O Governo de São Paulo e a máfia do Metrô (2013)

Os crimes de maio e as manifestações de junho e o Amarildo: o extermínio nosso de cada dia (2013)

TAMBÉM ASSASSINA QUEM APONTA O REVOLVER!!! Por que o Senhor Atirou em mim? (2013)

bell hooks e as Intelectuais Negras (2013)

O Egito (KMT) e a história da perfumaria (2013)

O Encarceramento em massa e os aspectos raciais da exploração de classe no Brasil.(2013)

Heidegger e o Nazismo (por José Pablo Fenmann) (2012)

Reflexões sobre o perigo de uma história única (2012)

Introdução ao Estudo das civilizações Africanas (2011)

 

Aulas e Artigos Educação das Relações Étnico-raciais

ARTIGOS

Artigo: Reflexões sobre o Perigo de uma única história (FAUSTINO, 2010)

Artigo: A formação continuada para educação das relações étnico-raciais: um relato de experiência (FAUSTINO e OLIVEIRA, 2017)

 

AULAS / SLIDES

Aula: Introdução ao estudos das civilizações africanas

Aula: Síntese: História Geral da África

Aula: Racismo, Colonialismo e Racismo Moderno

Aula: Pan-africanismo

Aula: África em movimento (África contemporânea)

Aula: Education from an Afrocentric perspective

 

Education from an Afrocentric perspective

postado originalmente em 19 de outubro de 2011

 

This ppt (Education from an Afrocentric perspective) was presented at the CUMBRE MUNDIAL DE JUVENTUD AFRODESCENDIENTE  – Costa Rica 2011

The goal is to conduct a critical dialogue in relation to myths about Africa and African descent in the world.
The presentation shows that Africans contributed actively to the development of universal human

Deivison Nkosi – Kilombagem Group – Brazil

Aula: Racismo, Colonialismo e Racismo Moderno

Postado originalmente em 08 de junho de 2011

 

Existem atualmente muitas “visões” em disputa sobre o que é o Racismo. A visão mais difundida é a que confunde o racismo ao preconceito (em geral). Em alguns casos chega-se a dizer que existe racismo contra gordo ou homossexual. Outros (às vezes bem intencionados) afirmam que a “questão não é racial e sim social”.

Estas visões reducionistas do racismo além de confundi-lo com preconceito acabam por ignorar que o racismo não se resume a pré-jugamentos a cerca do negro, mas que está sim relacionado à divisão e conservação “racial” de privilégios (de classe).

Nas palavras de Fanon:

O racismo, vimo-lo, não é mais do que um elemento de um conjunto mais  vasto: a opressão sistematizada de um povo(…) Assiste-se à destruição dos valores culturais, das modalidades de existência. A linguagem, o vestuário, as técnicas são desvalorizados. Na realidade, as nações que empreendem uma guerra colonial, não se preocupam com o confronto das culturas. A guerra é um negócio comercial gigantesco e toda a perspectiva deve ter isto em conta.

A primeira necessidade é a escravização, no sentido mais rigoroso, da população autóctone.Para isso, é preciso destruir os seus sistemas de referência. A expropriação, o despojamento, a razia, o assassínio objetivo, desdobram-se numa pilhagem dos esquemas culturais ou, pelo menos, condicionam essa pilhagem. O panorama social é desestruturado, os valores ridicularizados, esmagados, esvaziados. Desmoronadas, as linhas de força já não ordenam. Frente a elas, um novo conjunto, imposto, não proposto mas afirmado, com todo o seu peso de canhões e de sabres.” (Frantz Fanon)

Nesta perspectiva, podemos afirmar que o racismo está associado aos interesses econômicos das classes dominantes.  E este fator sugere que o seu fim esteja relacionado e exija a socialização da economia (dos meios de produção).

Por outro lado, a não compreensão correta do racismo pode levar-nos (mesmo nos casos em que bem intencionados) a mobilizar forças e concentrar energia em ações que não combatem o racismo de fato, mas nos dão a (muitas vezes falsa) sensação de que estamos avançando rumo a uma sociedade mais fraterna.

Para uma compreensão adequada do racismo é importante considerar em primeiro lugar as diferenças entre preconceito, discriminação e racismo.

Em segundo lugar o racismo não é um fenômeno cultural autônomo, e nem está inacessível para ser transformado. A constituição  histórica do Racismo esta profundamente relacionada ao desenvolvimento do modo de produção capitalista.

Em terceiro lugar o racismo atravessa o tempo e se renova durante o século XXI a partir da opressão não assumida dos africanos e seus descendentes em todo o globo terrestre, agora unificado pela mundialização do capital. Em todos lugares que observamos, os africanos (e/ou seus descendentes) são os mais pobres, inclusive no continente africano, em contraste com um melhor padrão de vida dos Europeus (e seus descendentes pelo mundo, inclusive nos países africanos).

A aula apresentada no slide acima comenta alguns destes pontos objetivando a construção de uma análise crítica sobre as relações raciais, apontando para a transformação da nossa sociedade e alertando para armadilhas conceituais freqüentemente difundidas a respeito do racismo.

 

Deivison Nkosi

A formação continuada para educação das relações étnico-raciais: um relato de experiência

FAUSTINO e OLIVEIRA. “A formação continuada para educação das relações étnico-raciais: um relato de experiência“.  in: Cultura afro-brasileira: temas fundamentais em ensino, pesquisa e extensão [recurso eletrônico] / organização José Carlos Gomes da Silva, Melvina Araújo. – 1. ed. – São Paulo : Alameda, 2017. pp. 61-84

Artigo que escrevi com Leila Maria de Oliveira, relatando uma experiência de formação de professores nos temas referentes às Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação das Relações Étnico-Raciais, no município de São Paulo, sob a coordenação da Elisabeth Fernandes de Sousa e supervisão de Billy Malachias e Valter Roberto Silverio.

A coletânea também conta com textos de Salloma Jovino Salomão, Janaína de Figueiredo, José Carlos Gomes da Silva, entre outros.

Acesse a coletânea completa [Aqui]

Masculinidades Negras

NEGRO TEMA, NEGRO VIDA, NEGRO DRAMA: ESTUDOS SOBRE MASCULINIDADES NEGRAS NA DIÁSPORA

  • RIBEIRO, A., FAUSTINO, D.. NEGRO TEMA, NEGRO VIDA, NEGRO DRAMA: ESTUDOS SOBRE MASCULINIDADES NEGRAS NA DIÁSPORA. Revista TransVersos, Local de publicação (editar no plugin de tradução o arquivo da citação ABNT), 0, ago. 2017. Disponível [Aqui]

 

O PÊNIS SEM O FALO: ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE HOMENS NEGROS, MASCULINIDADES E RACISMO

  • FAUSTINO (NKOSI), D. O pênis sem o falo: algumas reflexões sobre homens negros, masculinidades e racismo in: Feminismos e masculinidades: novos caminhos para enfrentar a violência contra a mulher / organização Eva Alterman Blay. – 1. ed. – São Paulo: Cultura Acadêmica, 2014. Pp. 75. Disponível [Aqui]

Artigos e Tese

  • Faustino, Deivison Mendes. “Por que Fanon? Por que agora?” : Frantz Fanon e os fanonismos no Brasil / Deivison Mendes Faustino. — São Carlos : UFSCar, 2015. 260 f.  [Acesse aqui]
  • NOTAS INTRODUTÓRIAS SOBRE O “AFRICANA PHILOSOPHY” E O HUMANISMO PÓS-COLONIAL DE LEWIS GORDON – ENTRELETRAS, Araguaína/TO, v. 9, n. 1, jan./jun. 2018 (ISSN 21793948} [Acesse aqui]
  • Frantz Fanon: capitalismo, racismo e a sociogênese do colonialismo / Frantz Fanon: capitalism, racism and the sociogenesis of colonialism [Acesse aqui]
  • FAUSTINO. Nonagésimo aniversário de Frantz Fanon. Kilombagem. Santo André, 2015. [Acesse aqui)
  • FAUSTINO, Deivison Mendes. O que Fanon disse, afinal? Lewis Gordon e a defesa de uma abordagem fanoniana. Plural (São Paulo. Online), São Paulo, v. 22, n. 2, p. 247-253, dec. 2015. [Acesse aqui] 
  • FAUSTINO, Deivison Mendes. A práxis e a “consciência política e social” em Frantz Fanon. Lutas Sociais, [S.l.], v. 19, n. 34, p. 158-173, jul. 2015. [Acesse aqui] 
  • Esquerda Diário. Aniversário da morte de Fanon. 2015 [Acesse aqui]
  •  FAUSTINO, D. M.. A emoção é negra e a razão é helênica? Considerações fanonianas sobre a (des)universalização do. Revista Tecnologia e Sociedade , v. 1, p. 121-136, 2013.[Acesse aqui]
  • FAUSTINO, D. M.. Colonialismo, racismo e luta de classes: a atualidade de Frantz Fanon. In: V Simpósio Internacional Lutas Sociais na América Latina, 2013. Anais do V Simpósio Internacional Lutas Sociais na América Latina, 2013. p. 216-232. [Acesse aqui]

 

TEXTOS DIVERSOS SOBRE FANON

Abaixo, você encontra os links para textos diversos “DE” Fanon e “SOBRE” Fanon, comentados pelo pesquisador Deivison Nkosi no site do GRUPO KILOMBAGEM

 

Saúde da População Negra

The universalization of rights and the promotion of equity: the case of the health of the black population

  • FAUSTINO, Deivison Mendes. The universalization of rights and the promotion of equity: the case of the health of the black population. Ciênc. saúde coletiva. 2017, vol.22, n.12  pp.3831-3840. Disponível em [Aqui]

 

A universalização dos direitos e a promoção da equidade: o caso da saúde da população negra

  • FAUSTINO, Deivison Mendes. A universalização dos direitos e a promoção da equidade: o caso da saúde da população negra. Ciênc. saúde coletiva. 2017, vol.22, n.12 , pp.3831-3840. Disponível [Aqui]

 

Movimento negro, vulnerabilidade e saúde

  • FAUSTINO, Deivison Mendes and SPIASSI, Ana Lucia. Movimento negro, vulnerabilidade e saúde. BIS, Bol. Inst. Saúde (Impr.) [online]. 2010, vol.12, n.2 [cited 2018-01-04], pp. 162-166. Disponível [Aqui]

 

O Movimento Negro do ABC Paulista: diálogos sobre a prevenção das DST/aids

  • SPIASSI, Ana Lucia et al. O Movimento Negro do ABC Paulista: diálogos sobre a prevenção das DST/aids . Saúde e Sociedade, São Paulo, v. 19, n. supl.2, p. 121-133 , dec. 2010. Disponível [Aqui]

 

Dissertação de mestrado: A percepção do movimento negro do abc paulista sobre a saúde da população negra: agendas, ações e parcerias (FAUSTINO, 2010). Disponível [Aqui]