SARTRE, FANON E A DIALÉTICA DA NEGRITUDE: DIÁLOGOS ABERTOS E AINDA PERTINENTES

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Nesta comunicação problematizo as influências do filósofo francês Jean Paul Sartre (1905-1980) para o pensamento do psiquiatra martinicano, ativista anticolonial Frantz Omar Fanon (1925-1961) bem como as aproximações e diferenças teóricas entre ambos diante de temas como colonialismo, violência, negritude e dialética. Inicio a discussão apresentando alguns referenciais teóricos que compuseram o pensamento fanoniano, destacando a importância do Marxismo e da Fenomenologia Existencialista em seu movimento de autorreflexão filosófica. Para além disso, relaciono estas matrizes teóricas à outras duas, de fundamentais importância à Fanon: a Psicanalise e Négritude. Posteriormente, problematizo a importância dada por Fanon ao desvelamento do “colonialismo” e as suas implicações para a singularidade e a universalidade humana, para em seguida, apresentar seus diálogos com Sartre a respeito da dialética. É de conhecimento comum para a fortuna crítica existencialista que o filósofo francês se posicionou em diversas ocasiões contra o colonialismo e o racismo, assim como, argumentou publicamente em favor do movimento de Négritude e das lutas pela independência dos territórios ocupados pela França colonial. Frantz Fanon estabeleceu diálogos vigorosos com alguns dos principais expoentes do existencialismo francês, entre os quais se destaca Sartre. Este diálogo, no entanto, foi marcado por apropriações e críticas que permitiram ao psiquiatra martinicano apresentar respostas próprias a algumas questões estéticas, políticas e teóricas enfrentadas em sua época. É, portanto, essa relação crítica, o objeto privilegiado da reflexão aqui oferecida.

Palavras-chave: Fanon. Sartre. Colonialismo. Negritude. Dialética

Tópicos 

1. PRELÚDIO À UMA LEITURA FANONIANA DE SARTRE

2 OS REFERENCIAS TEÓRICOS DE FRANTZ FANON

3. O COLONIALISMO E A RACIALIZAÇÃO

4. A DIALÉTICA DA NEGRITUDE

Imagens do referencial teórico impresso utilizado

 

3 respostas para “SARTRE, FANON E A DIALÉTICA DA NEGRITUDE: DIÁLOGOS ABERTOS E AINDA PERTINENTES”

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